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Moscou afirma compromisso com laços com o Brasil e continuidade multilateral entre mandatos do BRICS

A Rússia prometeu aprofundar a cooperação bilateral com o Brasil, enfatizando a continuidade de iniciativas ao longo das presidências consecutivas do BRICS exercidas por Moscou, Brasília e New Delhi.

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Moscou afirma compromisso com laços com o Brasil e continuidade multilateral entre mandatos do BRICS

A Rússia prometeu aprofundar a cooperação bilateral com o Brasil, enfatizando a continuidade de iniciativas ao longo das presidências consecutivas do BRICS exercidas por Moscou, Brasília e New Delhi.

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Este artigo foi traduzido automaticamente pela IA da nossa redação a partir do original em inglês. Ler em inglês

Moscou afirma compromisso com laços com o Brasil e continuidade multilateral entre mandatos do BRICS

MOSCOU — A Federação Russa reafirmou seu compromisso em avançar em sua parceria estratégica com o Brasil, enfatizando que a cooperação futura será construída diretamente sobre o progresso institucional alcançado durante as presidências consecutivas do BRICS de Rússia, Brasil e Índia. Falando em Moscou, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o ímpeto gerado ao longo dos mandatos de liderança das três nações nos últimos três anos servirá como base para expandir tanto os laços bilaterais quanto a coordenação multilateral mais ampla em todo o Sul Global.

## Fatos principais

- A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, anunciou a determinação de Moscou em manter e expandir a cooperação bilateral com o Brasil. - O planejamento diplomático incorporará explicitamente os resultados institucionais alcançados sob as presidências rotativas do BRICS de Rússia, Brasil e Índia ao longo de um ciclo de três anos. - As relações econômicas bilaterais permanecem ancoradas em commodities essenciais, com a Rússia atuando como o principal fornecedor externo de fertilizantes minerais do Brasil. - Brasil e Rússia são membros fundadores do agrupamento BRICS, originalmente estabelecido em 2006 antes de se expandir para incluir a África do Sul em 2010 e outras economias emergentes em 2024. - A declaração diplomática alinha-se aos esforços contínuos entre economias emergentes para facilitar liquidações comerciais em moedas nacionais e preservar o diálogo multilateral em meio à polarização geopolítica.

## O que aconteceu

A liderança da política externa russa sinalizou a intenção de manter uma coordenação estreita com o governo brasileiro, apontando responsabilidades compartilhadas dentro de organizações multilaterais como uma estrutura para o desenvolvimento mútuo. De acordo com informações da agência de notícias estatal russa TASS, Maria Zakharova delineou a visão de Moscou de que o engajamento bilateral não deve ser visto de forma isolada, mas sim em conexão com o trabalho estruturado concluído durante a recente sequência de presidências do BRICS.

Sob os estatutos do grupo, a presidência do bloco BRICS se reveza anualmente entre seus Estados-membros. A Rússia exerceu a liderança rotativa durante 2024, culminando na cúpula de grande repercussão em Kazan, antes de transferir o comando para o Brasil, que, por sua vez, se prepara para repasses dentro do calendário estabelecido para parceiros como a Índia. Zakharova observou que a continuidade institucional estabelecida ao longo dessas três presidências — que representam grandes economias na Eurásia, América do Sul e Sul da Ásia — fornece um modelo operacional para uma colaboração sustentada.

Embora a declaração do ministério das relações exteriores tenha reiterado a boa vontade e o interesse estratégico mútuo, ela enquadrou esse engajamento em torno de conquistas políticas, resoluções de grupos de trabalho e acordos ministeriais negociados ao longo do ciclo de três anos. O corpo diplomático russo destacou que a memória institucional ao longo da troika de presidências regerá iniciativas práticas de cooperação em comércio, finanças, ciência e energia entre Moscou e Brasília.

## Por que isso importa

Para os mercados internacionais, cadeias de suprimentos agrícolas e observadores diplomáticos, as relações entre a Rússia e o Brasil têm um peso prático significativo. O Brasil é uma das superpotências agrícolas do mundo, liderando globalmente as exportações de soja, carne bovina, açúcar e suco de laranja. No entanto, o agronegócio brasileiro depende fortemente de nutrientes importados para as lavouras. A Rússia fornece mais de 20 a 25 por cento do total de importações de fertilizantes do Brasil, incluindo compostos essenciais de nitrogênio, fosfato e potássio. Qualquer interrupção ou reforço na comunicação bilateral afeta diretamente as estruturas de custos da produção global de alimentos e a estabilidade das rotas de suprimento que alimentam centenas de milhões de pessoas.

Além disso, o posicionamento diplomático do Brasil representa uma ponte essencial entre instituições ocidentais e fóruns não ocidentais. Sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Brasília tem buscado manter uma política externa autônoma, recusando-se a aderir a sanções unilaterais impostas por nações ocidentais após a escalada do conflito na Ucrânia em 2022, ao mesmo tempo em que defende princípios de soberania territorial em fóruns das Nações Unidas. Para Moscou, que tem enfrentado severo isolamento econômico e diplomático por parte das nações do Grupo dos Sete e da União Europeia, manter parcerias funcionais e colaborativas com grandes economias democráticas da América Latina é vital para provar que os esforços globais de isolamento não tiveram êxito.

Dentro do quadro institucional do BRICS, a coordenação entre Rússia, Brasil e Índia representa a troika central da coalizão fundadora original. Ao enfatizar uma continuidade compartilhada de liderança, Moscou tenta ancorar a agenda ampliada do BRICS — que agora incorpora Estados como Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos — nos mecanismos estabelecidos orientados por consenso e concebidos por seu núcleo original.

## Contexto

As relações formais entre Moscou e o Rio de Janeiro remontam a 1828, sob o Império Russo e o Império do Brasil. Após interrupções durante a Guerra Fria, os laços foram revitalizados na década de 1990 e formalizados em uma parceria estratégica em 2000. O relacionamento assumiu significado global sistêmico após a cocriação do fórum BRIC, que realizou sua primeira reunião ministerial formal em Nova York em setembro de 2006 e sua cúpula inaugural em Yekaterinburg, na Rússia, em junho de 2009. A adesão da África do Sul em 2010 completou a formação inicial do BRICS.

Nas últimas duas décadas, as interações econômicas entre os dois Estados concentraram-se em perfis comerciais complementares. O Brasil exporta produtos alimentícios, carne e café para a Rússia, enquanto importa diesel russo, derivados de petróleo bruto e fertilizantes minerais. Quando as tensões geopolíticas aumentaram após a invasão russa da Ucrânia em 2022, as lideranças brasileiras ao longo de sucessivas administrações — primeiro sob o ex-presidente Jair Bolsonaro e depois sob o presidente Lula — mantiveram os vínculos comerciais, citando imperativos de segurança alimentar nacional.

O mecanismo do BRICS opera sem um secretariado permanente ou infraestrutura de tratados vinculativos; em vez disso, o progresso depende da agenda anual definida pelo país anfitrião. Cada nação que preside supervisiona dezenas de reuniões de grupos de trabalho, diálogos de bancos centrais e fóruns ministeriais que culminam em uma declaração de líderes baseada em consenso. A sequência de três anos envolvendo Rússia, Brasil e Índia tem sido historicamente vista como a espinha dorsal operacional do grupo, encarregada de gerenciar questões controversas como a expansão do bloco, a facilitação do comércio em moeda local e a capitalização do New Development Bank, com sede em Shanghai.

Durante sua presidência em 2024, Moscou priorizou a integração de novos Estados-membros, a exploração de plataformas alternativas de pagamentos transfronteiriços para contornar câmaras de compensação financeira ocidentais e o avanço de uma estrutura multipolar para a governança global. O Brasil, durante seu mandato, manteve um foco específico na desigualdade global, no financiamento climático, na reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e na redução da pobreza, enquanto a Índia enfatizou a infraestrutura pública digital, a resiliência da cadeia de suprimentos e o combate ao terrorismo.

## Reação

Embora as declarações de Maria Zakharova tenham se originado de um briefing regular no Ministério das Relações Exteriores da Rússia, elas se alinham a acenos mais amplos feitos por autoridades russas a homólogos latino-americanos. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, normalmente responde a declarações de intenção bilateral reiterando seu compromisso com o engajamento institucional em órgãos internacionais, o equilíbrio em suas parcerias comerciais e a adesão ao direito internacional.

Observadores diplomáticos em Brasília e em círculos políticos internacionais notaram que, embora o governo brasileiro acolha com satisfação relações comerciais estáveis e um diálogo multilateral construtivo, permanece cauteloso em relação a esforços para enquadrar o BRICS como uma coalizão política abertamente antiocidental. Diplomatas brasileiros têm enfatizado rotineiramente que o fórum existe para reformar a governança multilateral, aprimorar a cooperação Sul-Sul e expandir oportunidades econômicas, em vez de servir como um contrapeso ideológico a alianças ocidentais.

Missões diplomáticas ocidentais, particularmente dos Estados Unidos e de Estados-membros da União Europeia, têm monitorado de forma contínua o engajamento de Moscou com grandes democracias em desenvolvimento, instando Brasília a usar seus canais diplomáticos para incentivar resoluções pacíficas no Leste Europeu consistentes com a Carta das Nações Unidas.

## O que ainda não sabemos

Permanecem dúvidas operacionais significativas sobre como a continuidade citada por Zakharova se traduzirá em resultados políticos concretos. O ministério das relações exteriores não forneceu detalhes específicos sobre novos tratados bilaterais, acordos comerciais ou ajustes regulatórios atualmente em negociação. Ainda não está claro se as duas nações fizeram progressos mensuráveis na implementação de corredores de pagamento fora do dólar para transações bilaterais, que têm enfrentado obstáculos logísticos devido ao receio de sanções secundárias entre bancos comerciais brasileiros.

Além disso, a reportagem não esclarece o status exato de temas controversos no âmbito do BRICS, como os futuros critérios para admissão de países parceiros ou membros plenos. Historicamente, o Brasil favoreceu um ritmo comedido e cauteloso de ampliação do bloco para evitar a diluição de influência, enquanto a Rússia favoreceu uma expansão acelerada. Como os resultados das presidências russa, brasileira e indiana resolverão essas filosofias organizacionais divergentes permanece em aberto.

## O que acompanhar

Vários marcos diplomáticos e econômicos futuros indicarão se o compromisso declarado com a parceria gerará resultados tangíveis:

- O calendário de consultas bilaterais de alto nível entre delegações dos ministérios das relações exteriores da Rússia e do Brasil, que tradicionalmente definem a agenda das comissões comerciais. - A divulgação de dados comerciais pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, monitorando o volume e o valor das entregas de fertilizantes russos e importações de combustíveis ao longo dos próximos ciclos de plantio agrícola. - A apresentação formal das prioridades do Brasil durante suas cúpulas multilaterais, demonstrando se a linguagem sobre sistemas de compensação financeira desenvolvida sob a presidência russa é avançada, alterada ou deixada de lado. - O encontro anual dos ministros das relações exteriores e ministros das finanças do BRICS, onde grupos de trabalho técnicos relatam sobre mecanismos em moeda local e financiamento de projetos do New Development Bank. - Deliberações na Assembleia Geral das Nações Unidas sobre conflitos internacionais, onde os padrões de votação e declarações do Brasil fornecerão um parâmetro claro da postura diplomática independente de Brasília.

Este relato é baseado em reportagem publicada pela TASS.

Fonte: tass.com

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