Murkowski cruza linhas partidárias para apoiar democrata Kreiss-Tomkins ao governo do Alasca
A senadora republicana sênior do Alasca rejeita o candidato ao governo preferido de Donald Trump, declarando apoio ao ex-deputado estadual democrata Jonathan Kreiss-Tomkins.
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Murkowski cruza linhas partidárias para apoiar democrata Kreiss-Tomkins ao governo do Alasca
A senadora republicana sênior do Alasca rejeita o candidato ao governo preferido de Donald Trump, declarando apoio ao ex-deputado estadual democrata Jonathan Kreiss-Tomkins.
Este artigo foi traduzido automaticamente pela IA da nossa redação a partir do original em inglês. Ler em inglês

A senadora republicana dos EUA Lisa Murkowski, do Alasca, declarou apoio ao candidato democrata ao governo estadual Jonathan Kreiss-Tomkins, rompendo com as fileiras do partido na disputa iminente pelo governo do estado e rejeitando um candidato concorrente apoiado por Donald Trump. A medida, noticiada por Alex Nitzberg, dá início a mais um confronto de grande repercussão entre a senadora sênior do Alasca e a ala nacional do Partido Republicano alinhada a Trump.
## Key facts
- A senadora republicana dos EUA Lisa Murkowski anunciou seu apoio ao democrata Jonathan Kreiss-Tomkins na eleição para o governo do Alasca. - O apoio contraria diretamente Donald Trump, que apoiou um concorrente republicano rival na disputa. - Kreiss-Tomkins exerceu anteriormente cinco mandatos na Alaska House of Representatives, representando Sitka e comunidades remotas do sudeste do Alasca de 2013 a 2023. - A vaga aberta surge no momento em que o atual governador republicano, Mike Dunleavy, atinge o limite constitucional do estado de dois mandatos consecutivos de quatro anos, tendo sido eleito em 2018 e reeleito em 2022. - O Alasca realiza suas eleições estaduais sob o modelo de primária aberta e apartidária com os quatro mais votados e eleição geral por voto preferencial, adotado pelos eleitores em 2020.
## What happened
De acordo com a apuração de Alex Nitzberg, a senadora Lisa Murkowski tornou pública sua decisão de apoiar o ex-deputado estadual Jonathan Kreiss-Tomkins em sua candidatura ao governo do Alasca. Ao fazê-lo, Murkowski optou por ignorar o candidato republicano que obteve o apoio formal de Donald Trump.
A decisão coloca Murkowski em oposição direta à liderança nacional do Partido Republicano e à facção alinhada a Trump que busca remodelar o Poder Executivo do Alasca. Embora senadores em exercício rotineiramente apoiem candidatos de seus próprios partidos em disputas governamentais, Murkowski historicamente diverge do protocolo partidário padrão, apoiando-se em uma coalizão independente de republicanos moderados, independentes, eleitores nativos do Alasca e democratas de centro.
Kreiss-Tomkins entrou na disputa pelo governo como uma das figuras jovens mais proeminentes do Partido Democrata no estado. Eleito pela primeira vez para a Alaska House of Representatives em novembro de 2012, aos 23 anos, ele representou o Distrito 35 no sudeste do Alasca por uma década antes de abrir mão do cargo antes das eleições legislativas de 2022. Durante seu mandato parlamentar, concentrou-se em políticas para zonas rurais, gestão da pesca e iniciativas de engajamento cívico, colaborando frequentemente com a oposição nas coalizões de governo bipartidárias da Câmara do Alasca.
O endosso de Murkowski ocorreu antes da primária apartidária do estado, marco eleitoral que determinará quais quatro candidatos avançarão para a votação geral por ordem de preferência em novembro.
## Why it matters
A intervenção de Murkowski na eleição governamental tem um peso substancial no cenário político do Alasca, onde os rótulos partidários costumam ter menos força preditiva do que as coalizões individuais de candidatos e as lealdades regionais. Como o Alasca utiliza um sistema de primária aberta com os quatro mais votados, seguido de voto preferencial, o apoio de uma republicana de alto perfil a um concorrente democrata pode reconfigurar fundamentalmente as preferências dos eleitores e as transferências de votos na contagem.
Em um sistema de voto preferencial, os eleitores classificam os candidatos por ordem de preferência. Se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos em primeira escolha, os candidatos menos votados são eliminados sistematicamente, e suas cédulas são redistribuídas para as preferências seguintes dos eleitores até que um candidato atinja a maioria absoluta. O apoio de Murkowski a Kreiss-Tomkins sinaliza a republicanos moderados, eleitores apartidários e independentes — que, juntos, compõem a maior parcela do eleitorado registrado no Alasca — que cruzar as fronteiras partidárias tradicionais é aceitável. Essa dinâmica pode fornecer a Kreiss-Tomkins as classificações em segunda e terceira escolhas necessárias para construir uma eventual maioria contra um conservador apoiado por Trump.
Em âmbito nacional, o endosso reforça a posição de Murkowski como uma das congressistas mais independentes do Senado dos EUA. Tendo entrado em choque repetidamente com Trump em confirmações judiciais, estratégia legislativa e autoridade executiva, a oposição aberta de Murkowski ao candidato escolhido por ele evidencia a cisão persistente entre republicanos tradicionais e institucionalistas e a ala populista que domina grande parte do partido nacional contemporâneo.
## The background
A história política moderna do Alasca é definida há muito tempo pelo inconformismo político e por tensões entre as prioridades locais e a autoridade federal. A própria Murkowski sobreviveu a várias tentativas de ativistas conservadores do partido de destituí-la do cargo. Em 2002, ela foi nomeada para o Senado dos EUA por seu pai, o então governador Frank Murkowski, antes de conquistar um mandato completo de seis anos em 2004. Em 2010, foi derrotada nas primárias republicanas pelo desafiante conservador Joe Miller, que era apoiado pelo movimento Tea Party e pela ex-governadora Sarah Palin.
Em vez de aceitar a derrota, Murkowski lançou uma histórica campanha de voto por escrito ("write-in") na eleição geral, derrotando Miller e o indicado democrata Scott McAdams em novembro de 2010. Essa vitória marcou apenas a segunda vez na história moderna do Senado dos EUA em que um candidato conquistou uma vaga por meio de uma campanha de write-in, sendo a primeira com Strom Thurmond, da Carolina do Sul, em 1954. A vitória consolidou a base política singular de Murkowski, sustentada por uma sólida aliança de eleitores urbanos moderados com Alaska Native corporations e organizações tribais.
A relação de Murkowski com Donald Trump permanece tensa há quase uma década. Em 2017, ela foi uma das três senadoras republicanas — ao lado de John McCain, do Arizona, e Susan Collins, do Maine — a votar contra a revogação do Affordable Care Act. Em fevereiro de 2021, foi uma dos sete senadores republicanos que votaram pela condenação de Trump durante seu segundo julgamento de impeachment, após o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio dos EUA.
Trump atacou ativamente Murkowski durante sua campanha de reeleição em 2022, apoiando a ex-comissária do Alaska Department of Administration, Kelly Tshibaka. Contudo, a disputa de 2022 foi conduzida sob o novo sistema eleitoral do estado, estabelecido pela Ballot Measure 2 em novembro de 2020. Essa iniciativa popular substituiu as primárias partidárias fechadas por uma única primária aberta e introduziu a votação preferencial nas eleições gerais. Nessa disputa, Murkowski derrotou Tshibaka após receber transferências substanciais de preferências de eleitores democratas e independentes cujas primeiras opções haviam sido eliminadas.
Murkowski já havia rompido as barreiras partidárias em disputas estaduais anteriores. Em 2022, ela declarou apoio à deputada democrata Mary Peltola contra os candidatos republicanos Sarah Palin e Nick Begich III nas eleições especial e geral pela única vaga do Alasca na U.S. House of Representatives. Kreiss-Tomkins, durante seu período em Juneau, também era conhecido por participar de coalizões multipartidárias de governança, uma característica recorrente da Legislatura do Alasca, na qual democratas, independentes e republicanos moderados frequentemente formam maiorias funcionais para controlar comissões e pautas legislativas.
## Reaction
O anúncio noticiado por Alex Nitzberg redefiniu imediatamente a dinâmica da campanha para o governo estadual, gerando novos debates nos círculos políticos do estado. Donald Trump e seus comitês de ação política atacam rotineiramente autoridades republicanas que apoiam candidatos democratas, e a expectativa geral é de que o ex-presidente critique a intervenção de Murkowski por meio de comunicados oficiais e aparições em veículos da mídia conservadora.
O Alaska Republican Party censurou Murkowski repetidamente em anos anteriores por seus votos em indicações judiciais federais, no julgamento de impeachment de 2021 e por seu apoio a candidatos não republicanos. O comitê central do partido estadual historicamente desencoraja seus membros a apoiarem candidaturas fora da chapa oficial e deve sofrer pressão de bases conservadoras para emitir uma repreensão formal.
Lideranças democratas e apoiadores da campanha de Kreiss-Tomkins viram o endosso de Murkowski como um fato crucial, capaz de ampliar seu alcance junto a eleitorados rurais e de centro-direita por todo o estado. Kreiss-Tomkins construiu grande parte de sua imagem pública em torno da criação de pontes institucionais entre diferentes ideologias, tendo passado anos à frente de projetos cívicos voltados ao aumento da participação de jovens e comunidades rurais.
## What we don't know yet
Diversos pontos centrais da corrida para o governo continuam em aberto após os primeiros relatos. A apuração de Alex Nitzberg não detalhou se Murkowski planeja fazer campanha presencialmente ao lado de Kreiss-Tomkins, aparecer em propagandas televisivas ou digitais em seu favor, ou prestar assistência financeira por meio de seu comitê de ação política de liderança, o Arctic PAC.
Também não está claro como Murkowski pretende orientar seus apoiadores em relação às preferências seguintes na cédula da eleição geral. No sistema de voto preferencial do Alasca, endossos de peso frequentemente incluem recomendações explícitas sobre como os eleitores devem ordenar as demais opções — especificamente se Murkowski aconselhará os eleitores a colocarem um republicano alternativo e mais moderado na segunda posição ou a deixarem o restante da cédula em branco.
Além disso, o quadro exato de concorrentes na primária ainda depende dos prazos formais de homologação de candidaturas, e ainda não foram realizadas pesquisas que mensurem o impacto imediato do endosso multipartidário de Murkowski nas intenções de voto da primária.
## What to watch
Daqui para a frente, observadores políticos acompanharão as declarações oficiais de prestação de contas de campanha registradas na Alaska Public Offices Commission (APOC) e na Federal Election Commission (FEC) para medir qualquer oscilação na arrecadação após o endosso público de Murkowski. Doações de entidades empresariais, sindicatos e corporações nativas do Alasca servirão como um termômetro para saber se o empresariado seguirá o caminho de Murkowski.
Analistas também estarão atentos a comunicados oficiais e comícios marcados por Donald Trump e pelo candidato republicano que ele escolher apoiar, especificamente para ver se o partido nacional fará pesados investimentos no mercado publicitário do Alasca para neutralizar a influência local de Murkowski.
Por fim, o desempenho tanto de Kreiss-Tomkins quanto do concorrente apoiado por Trump na primária aberta com os quatro mais bem colocados do Alasca oferecerá o primeiro parâmetro concreto do sentimento do eleitorado sob o sistema de voto preferencial, testando se o peso político individual de Murkowski continua a ter força sobre o eleitorado intensamente independente do Alasca.
Este artigo inclui detalhes baseados na cobertura original de Alex Nitzberg.
Fonte: Alex Nitzberg


