Grattan Institute defende reforma do GST para 15% para conter crise da dívida dos estados australianos
Um plano do think tank de políticas públicas recomenda elevar a alíquota do imposto sobre o consumo para 15% em meio à erosão das bases de arrecadação e à escalada da dívida dos governos estaduais.
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Grattan Institute defende reforma do GST para 15% para conter crise da dívida dos estados australianos
Um plano do think tank de políticas públicas recomenda elevar a alíquota do imposto sobre o consumo para 15% em meio à erosão das bases de arrecadação e à escalada da dívida dos governos estaduais.
Este artigo foi traduzido automaticamente pela IA da nossa redação a partir do original em inglês. Ler em inglês

CANBERRA — O principal think tank de políticas públicas da Austrália propôs uma ampla reestruturação do imposto nacional sobre o consumo, recomendando um aumento na alíquota do Goods and Services Tax (GST) de 10% para 15% para conter a deterioração das contas públicas estaduais e os déficits estruturais de arrecadação. De acordo com reportagem do veículo de comentários financeiros Unconventional Economist, o Grattan Institute, sediado em Melbourne, alertou que o principal mecanismo tributário do país, introduzido há mais de duas décadas para financiar os serviços públicos estaduais, está diminuindo constantemente em relação à economia mais ampla, deixando os governos subnacionais cada vez mais desprovidos de condições para honrar o peso de dívidas históricas.
## Principais fatos
- O Grattan Institute defendeu um aumento na alíquota do Goods and Services Tax da Austrália de seu patamar estatutário de 10% para 15%, como parte de uma agenda mais ampla de reforma fiscal. - O think tank concluiu que o GST não fornece mais a base de receita duradoura e expansiva originalmente prometida aos estados e territórios australianos quando foi implementado em 2000. - Nas oito jurisdições estaduais e territoriais da Austrália, a dívida do setor público expandiu significativamente após pesados gastos de capital durante a era da pandemia e a elevação dos custos de empréstimos. - As receitas provenientes do imposto sobre o consumo diminuíram progressivamente como proporção do produto interno bruto da Austrália nas últimas décadas, impulsionadas pela mudança nos hábitos de consumo em direção a categorias isentas. - Sob as convenções intergovernamentais estabelecidas, alterar a alíquota ou a base do GST exige consenso político em toda a Commonwealth e em todas as administrações estaduais e territoriais participantes.
## O que aconteceu
Em uma avaliação detalhada da arquitetura fiscal federal-estadual da Austrália, o Grattan Institute concluiu que defeitos estruturais no arcabouço tributário estão colocando em risco a solvência e a prestação de serviços públicos pelas administrações estaduais. Uma reportagem do Unconventional Economist descreve como o think tank apresentou uma reforma centrada na elevação da alíquota nominal do GST para 15%, aproximando o tributo dos padrões observados em outras economias desenvolvidas.
O ponto central da crítica do think tank repousa na divergência entre as obrigações de despesas dos estados e suas fontes de receitas autônomas. Enquanto os governos estaduais têm responsabilidade operacional direta por setores de alto custo e alta inflação — principalmente hospitais públicos, ensino fundamental e médio, serviços policiais e redes rodoviárias e ferroviárias regionais —, seus instrumentos tributários próprios permanecem limitados, confinados em grande parte a tributos sobre a folha de pagamento, imposto de transmissão de propriedades (stamp duty), impostos sobre a terra e taxas de licenciamento de veículos automotores.
O GST foi expressamente concebido para resolver esse desequilíbrio fiscal vertical. No entanto, o Grattan Institute observou que a contribuição relativa do imposto enfraqueceu progressivamente. Como os padrões de consumo das famílias se voltaram para setores isentos, como saúde, educação e assinaturas digitais internacionais, a arrecadação diminuiu em relação à atividade econômica nacional total. Somadas às despesas com juros sensivelmente mais altas sobre a dívida acumulada em sucessivos programas de obras públicas, as tesourarias estaduais enfrentam déficits estruturais que as atuais fontes de receita em nível estadual não conseguem cobrir sem distorcer o crescimento econômico.
## Por que isso importa
Um reajuste da alíquota do GST representaria a mudança mais substancial na política macroeconômica australiana desde que o tributo foi introduzido, há um quarto de século. Para os consumidores comuns, elevar a alíquota de 10% para 15% aplicaria uma pressão ascendente imediata sobre o preço de varejo de milhões de bens e serviços comerciais, atingindo diretamente os orçamentos domésticos que já vêm enfrentando um custo de vida elevado e condições monetárias restritivas.
Como impostos sobre valor agregado e consumo absorvem uma parcela maior da renda disponível de pessoas de baixa e média renda em comparação com famílias ricas, qualquer aumento no GST sem compensação é fundamentalmente regressivo. Se implementada, tal medida exigiria um pacote amplo e multibilionário de compensações tributárias direcionadas sobre a renda, ajustes de indexação de pensões e aumento em pagamentos de assistência social para evitar que famílias de renda mais baixa afundem ainda mais na pobreza.
Sob uma perspectiva macroeconômica, no entanto, economistas tributários frequentemente consideram os impostos sobre o consumo significativamente menos prejudiciais à produtividade e ao investimento do que os impostos sobre pessoas jurídicas ou sobre a renda individual progressiva. O orçamento federal da Austrália permanece fortemente dependente da arrecadação do imposto de renda da pessoa física, uma vulnerabilidade agravada pela progressão inflacionária de alíquotas (bracket creep), que penaliza a participação no mercado de trabalho. Um rendimento mais elevado do GST, se canalizado adequadamente, poderia permitir que os governos estaduais eliminassem progressivamente impostos sobre transações altamente voláteis e economicamente prejudiciais — sobretudo o stamp duty sobre transações imobiliárias, que desestimula a mobilidade residencial e restringe a oferta nacional de moradias. Além disso, um volume ampliado de recursos do GST concederia às tesourarias estaduais o fôlego fiscal necessário para manter sistemas hospitalares que enfrentam pressões pelo envelhecimento demográfico, sem a necessidade de buscar continuamente resgates discricionários de emergência junto à Commonwealth.
## Contexto
O Goods and Services Tax da Austrália entrou em vigor em 1º de julho de 2000, sob o governo de coalizão do primeiro-ministro John Howard, estabelecido por meio do A New Tax System (Goods and Services Tax) Act 1999. O imposto substituiu um labiríntico e ineficiente sistema de tributos sobre vendas no atacado e aboliu uma série de tributos estaduais menores, introduzindo uma cobrança fixa de 10% sobre a maioria dos bens, serviços e outros itens de consumo.
Para aprovar a legislação no Australian Senate, o governo Howard firmou um acordo com os Australian Democrats que abriu concessões com isenções substanciais na base tributária. Mais notavelmente, alimentos frescos básicos, insumos médicos, serviços hospitalares, ensino básico, mensalidades universitárias, creches e serviços de fornecimento de água ficaram de fora da tributação. Em 2000, essas categorias isentas representavam uma fração gerenciável dos gastos dos consumidores. Ao longo das duas décadas e meia seguintes, contudo, os gastos com saúde, serviços especializados e educação cresceram em ritmo muito mais acelerado do que as compras discricionárias de bens de varejo tributados. Como consequência inevitável, a receita do GST caiu de cerca de 3,8% do produto interno bruto em meados dos anos 2000 para aproximadamente 3,2% nos últimos anos.
A arquitetura administrativa do GST é regida pelo Intergovernmental Agreement on Federal Financial Relations. Sob esse arranjo, o Australian Taxation Office arrecada as receitas em nome dos estados, e a totalidade dos valores líquidos é repassada aos estados e territórios. As distribuições são calculadas usando princípios de equalização fiscal horizontal supervisionados pela Commonwealth Grants Commission, uma agência independente encarregada de assegurar que cada jurisdição possua a capacidade financeira de oferecer serviços públicos de padrão equivalente.
Em 2018, o governo federal alterou essa fórmula de distribuição, estabelecendo em lei um piso mínimo para garantir que nenhum estado recebesse menos de 70 centavos — elevando-se posteriormente para 75 centavos — para cada dólar de GST arrecadado dentro de suas fronteiras, acompanhado por pagamentos federais de transição temporários conhecidos como a garantia "no-worse-off". À medida que os prazos estipulados para o término dessas garantias se aproximam, os orçamentos estaduais enfrentam abismos fiscais severos, particularmente em estados populosos como Victoria e New South Wales, onde os encargos da dívida com infraestrutura atingiram máximas históricas.
Internacionalmente, a alíquota de 10% da Austrália situa-se bem abaixo da de economias equivalentes. A média entre os membros da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) é de aproximadamente 19%. Vizinhos regionais como a New Zealand aplicam um GST abrangente de 15% praticamente sem isenções, enquanto o United Kingdom e grande parte da European Union cobram impostos sobre valor agregado padrão de 20% ou mais.
## Repercussão
Propostas para elevar o GST normalmente encontram intensa resistência em todo o espectro político australiano, e o plano do Grattan Institute surge em um cenário político profundamente sensível. Embora declarações ministeriais formais tratando diretamente do relatório mais recente do think tank ainda não tenham sido divulgadas, os obstáculos políticos que se impõem à reforma do GST são estruturalmente arraigados.
Governos federais de ambos os principais partidos tradicionalmente tratam alterações no GST como um risco eleitoral. O Australian Labor Party federal mantém uma política histórica contrária ao aumento da alíquota do GST ou à expansão de sua base para cobrir itens essenciais, enfatizando o impacto desproporcional sobre as camadas de menor renda. A Coalition, embora historicamente mais receptiva a debates sobre tributos sobre o consumo, também evitou apoiar aumentos na alíquota nominal desde que retornou à oposição em 2022, citando a ampla sensibilidade dos eleitores ao custo de vida das famílias.
No nível estadual, as reações entre os tesoureiros são historicamente divididas. Tesourarias que enfrentam elevada dívida com infraestrutura e déficits operacionais, como Victoria e New South Wales, têm demonstrado periodicamente abertura para reformas tributárias amplas, desde que combinadas com a abolição de outros impostos ou acompanhadas de garantias rigorosas de compensação. Por outro lado, estados menores e jurisdições ricas em recursos minerais permanecem desconfiados de qualquer processo de reforma que possa reabrir disputas litigiosas sobre a distribuição do fundo nacional.
Espera-se que organizações não governamentais mobilizem argumentos conhecidos. As principais entidades de assistência social, incluindo o Australian Council of Social Service (ACOSS), rotineiramente rejeitam aumentos em impostos sobre o consumo, a menos que pacotes compensatórios irrefutáveis e totalmente indexados sejam incorporados em lei permanente. Grupos de pressão empresariais, como o Business Council of Australia, já defenderam no passado bases de tributação sobre o consumo mais amplas, desde que as receitas extraordinárias resultantes estejam diretamente vinculadas a reduções nas alíquotas marginais do imposto de renda sobre empresas e pessoas físicas.
## O que ainda não se sabe
Elementos técnicos e estratégicos fundamentais da proposta completa do Grattan Institute permanecem sem esclarecimento nos resumos disponíveis. Mais notavelmente, a cobertura jornalística não esclarece se o think tank defende um aumento puro e simples da alíquota de 10% para 15% mantendo as isenções existentes, ou se recomenda simultaneamente a expansão da base para abranger categorias anteriormente protegidas, como itens básicos de alimentação, serviços de saúde e educação.
Além disso, a estrutura precisa dos ajustes na rede de proteção social propostos pelo Grattan não foi detalhada. Quantos bilhões de dólares precisariam ser subtraídos das novas receitas brutas para financiar cortes de imposto de renda e aumentos de pensões permanece uma questão em aberto, afetando diretamente a receita líquida que chegaria, de fato, aos balanços estaduais.
Por fim, a trajetória política da proposta segue indefinida. Sob as atuais convenções estatutárias, a alteração do GST requer a concordância unânime de todos os seis governos estaduais, de ambos os ministros-chefes dos territórios e de maiorias na House of Representatives e no Senate. Não está claro se o think tank propõe um mecanismo para contornar essa paralisia institucional ou se assume a realização de uma cúpula federal cooperativa.
## O que observar
A trajetória da proposta do Grattan dependerá fortemente do calendário formal de reuniões ministeriais entre a federação e os estados. O principal fórum para qualquer diálogo fiscal estrutural é o Council on Federal Financial Relations (CFFR), que reúne o Treasurer federal e todos os tesoureiros dos estados e territórios. Qualquer sinal de que os líderes estaduais estejam dispostos a incluir a reforma de longo prazo do GST na pauta do CFFR indicaria uma rara ruptura com a histórica cautela política.
As próximas atualizações dos orçamentos estaduais e federais também funcionarão como importantes pontos de pressão. À medida que as agências de classificação de risco examinam as contas públicas estaduais e o custo do serviço das dívidas de infraestrutura segue em elevação, as tesourarias estaduais enfrentarão pressão crescente para identificar novas fontes de recursos que não dependam de endividamento. Além disso, a expiração prevista para o final de 2026 da garantia financeira "no-worse-off" da Commonwealth sobre as distribuições do GST impõe um prazo legislativo rígido, forçando Canberra e os estados a negociações que podem catalisar discussões mais amplas sobre a estrutura tributária básica do país.
Este artigo é baseado em reportagens e análises originalmente publicadas pelo Unconventional Economist.
Fonte: Unconventional Economist


