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Disputa pelo Congresso no Alabama põe à prova direitos de voto após redesenho de distritos

Uma disputa acirrada no segundo distrito congressional do Alabama destaca as persistentes tensões nacionais sobre o redistritamento, a representação de minorias e as proteções federais ao direito de voto.

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Disputa pelo Congresso no Alabama põe à prova direitos de voto após redesenho de distritos

Uma disputa acirrada no segundo distrito congressional do Alabama destaca as persistentes tensões nacionais sobre o redistritamento, a representação de minorias e as proteções federais ao direito de voto.

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Este artigo foi traduzido automaticamente pela IA da nossa redação a partir do original em inglês. Ler em inglês

Disputa pelo Congresso no Alabama põe à prova direitos de voto após redesenho de distritos

Uma campanha de alto risco pelo segundo distrito congressional do Alabama trouxe o escrutínio nacional de volta ao mapa eleitoral do estado, à medida que o desafiante republicano Rhett Marques enfrenta o titular democrata, o deputado Shomari Figures. A disputa, que se desenrola em um distrito dramaticamente redesenhado por determinação judicial para garantir aos eleitores negros uma oportunidade equitativa de eleger o candidato de sua preferência, funciona como um termômetro crucial tanto para a aplicação federal dos direitos de voto quanto para o equilíbrio partidário de poder na United States House of Representatives. De acordo com reportagem do The Guardian, a disputa destaca o atrito persistente em torno do gerrymandering racial, do acesso ao voto e do controle partidário em todo o Deep South.

## Key facts

- O deputado democrata Shomari Figures está defendendo o redesenhado segundo distrito congressional do Alabama contra o desafiante republicano Rhett Marques. - O distrito foi reconfigurado após uma histórica disputa judicial federal sob a Section 2 do Voting Rights Act of 1965, que determinou a criação de um segundo distrito de oportunidade para minorias no estado. - A população do Alabama é de aproximadamente 27 por cento de negros, mas os sete distritos congressionais do estado historicamente resultavam em apenas uma única cadeira de maioria negra antes da revisão ordenada pela Justiça. - O segundo distrito redesenhado se estende pela histórica região do Black Belt, conectando centros urbanos como Montgomery e partes de Mobile. - A intervenção judicial federal ocorreu depois que os legisladores estaduais inicialmente se recusaram a desenhar dois distritos onde os eleitores negros constituíssem uma maioria ou algo próximo a uma maioria da população em idade de votar.

## What happened

De acordo com reportagem dos jornalistas Oliver Laughland e Tom Silverstone, do The Guardian, a disputa política no segundo distrito congressional do Alabama intensificou-se em meio a debates mais amplos sobre a concessão de direitos políticos a minorias e o gerrymandering partidário. A matéria acompanhou os esforços de campanha de Rhett Marques, um republicano alinhado ao movimento Make America Great Again, enquanto ele faz campanha por um distrito redesenhado especificamente para corrigir a diluição histórica da força de voto das minorias.

Marques busca derrotar o deputado Shomari Figures, um democrata que conquistou a cadeira após a intervenção judicial obrigar o Alabama a alterar seus limites congressionais. A campanha toca diretamente no conflito institucional entre organizações políticas locais e determinações federais. Relatos de campo do distrito documentam divisões acentuadas entre plataformas conservadoras, que enfatizam prioridades regionais tradicionais, e os esforços democratas, centrados na proteção de reparações federais de direitos civis recentemente conquistadas.

O Distrito 2, longamente representado por republicanos conservadores sob mapas anteriores, agora abrange um amplo corredor demográfico e geográfico. Ele incorpora comunidades rurais em todo o fértil Black Belt do Alabama — batizado originalmente por sua camada superficial de solo escuro e fértil e historicamente marcado pela agricultura de plantation e pelo posterior ativismo pelos direitos civis — ao lado de zonas eleitorais metropolitanas em Montgomery e no condado de Mobile. A reconfiguração alterou fundamentalmente o eleitorado do distrito, reduzindo a linha de base de desempenho republicano anterior e transformando a vaga em um dos campos de batalha congressionais mais atentamente observados no American South.

## Why it matters

A dinâmica eleitoral no segundo distrito do Alabama traz profundas consequências jurídicas, legislativas e sociais muito além das fronteiras do estado. No contexto legislativo imediato, o distrito representa um pilar fundamental na estreita aritmética que rege a U.S. House of Representatives. Com maiorias parlamentares em ciclos recentes definidas por menos de dez cadeiras, qualquer mudança em um distrito sulista antes considerado solidamente republicano influencia diretamente o controle de comissões, as eleições para a presidência da Câmara e a agenda legislativa federal.

Para além das margens partidárias, a disputa funciona como um teste de estresse em tempo real para a força operacional da Section 2 do Voting Rights Act. Quando os tribunais federais exigem que os estados desenhem distritos de oportunidade para minorias, a premissa jurídica subjacente é que a votação com polarização racial impede que comunidades minoritárias elejam seus candidatos de preferência sob demarcações convencionais com gerrymandering. Se um distrito de oportunidade para minorias não conseguir produzir um engajamento democrático robusto ou enfrentar novos esforços locais que diminuam o comparecimento às urnas, a eficácia das reparações judiciais voltará a ser debatida.

Para os cidadãos que vivem no Black Belt, a representação em jogo dita diretamente a defesa de infraestrutura pública, verbas federais para a saúde e desenvolvimento econômico rural. Os condados que compõem essa região historicamente enfrentam algumas das taxas de pobreza mais altas, os piores indicadores de saúde e a infraestrutura de água e saneamento mais deficiente do mundo desenvolvido. Ter um representante diretamente responsável perante essas comunidades rurais e minoritárias muda a forma como concessões federais e investigações parlamentares são direcionadas para falhas municipais sistêmicas.

## The background

A gênese jurídica da atual configuração distrital provém do United States Census de 2020, que registrou que residentes negros compunham mais de 27 por cento da população total do Alabama. Apesar dessa distribuição demográfica, a Alabama Legislature promulgou um mapa congressional em 2021 que confinou a ampla maioria dos eleitores negros a um único distrito: o sétimo distrito congressional, que engloba Birmingham e partes do oeste do Black Belt. Os outros seis distritos mantiveram fortes maiorias brancas e conservadoras, neutralizando de maneira efetiva o poder de voto das comunidades minoritárias no restante do estado.

Organizações de direitos civis, incluindo o NAACP Legal Defense and Educational Fund e a American Civil Liberties Union, entraram com ações judiciais federais alegando que o mapa violava a Section 2 do Voting Rights Act ao diluir indevidamente a força do voto negro. Um painel de três juízes do tribunal distrital federal — incluindo dois magistrados nomeados durante administrações presidenciais conservadoras — concordou por unanimidade no início de 2022, ordenando que o estado desenhasse um segundo distrito com maioria negra em idade de votar ou algo muito próximo disso.

O estado recorreu da decisão à United States Supreme Court no caso histórico *Allen v. Milligan*. Em junho de 2023, a Supreme Court emitiu uma decisão por 5 a 4 de autoria do Chief Justice John Roberts, mantendo a sentença da instância inferior e reafirmando que a Section 2 se aplica a mapas de redistritamento que diluem votos de minorias. A decisão surpreendeu muitos analistas jurídicos que previam que a maioria conservadora pudesse enfraquecer ainda mais o Voting Rights Act, na esteira de decisões anteriores como *Shelby County v. Holder* em 2013, que eliminou a exigência de autorização prévia federal (preclearance) para jurisdições com histórico de discriminação racial.

Quando a Alabama Legislature voltou a se reunir após a decisão em *Allen v. Milligan*, os legisladores aprovaram um mapa revisado que ainda continha apenas um distrito de maioria negra, elevando a população negra em idade de votar no segundo distrito para aproximadamente 40 por cento, em vez do limite recomendado pelo tribunal. O painel federal de três juízes rejeitou a proposta do legislativo, expressando decepção com o fato de o estado ter desafiado abertamente as instruções judiciais. O tribunal nomeou subsequentemente um special master independente e um cartógrafo para elaborar um mapa apartidário. O plano aprovado pela Justiça estabeleceu os limites atuais para o Distrito 2, criando uma população em idade de votar que deu aos eleitores minoritários uma oportunidade genuína de eleger seu candidato preferido e abrindo caminho para a eleição de Figures.

## Reaction

O redesenho dos distritos e a disputa política em curso suscitaram reações contínuas em todo o espectro político. Autoridades estaduais conservadoras e organizadores do Partido Republicano têm argumentado repetidamente que os distritos determinados pela Justiça equivalem a um gerrymandering racial inconstitucional, sustentando que os mapas deveriam ser traçados estritamente de acordo com critérios tradicionais de redistritamento, como limites de condados e compacidade geográfica, sem considerar a raça. Figuras como Marques estruturaram suas campanhas em torno de amplos temas econômicos e de governança conservadora tradicional, buscando atrair eleitores rurais moderados para além das linhas partidárias.

Por outro lado, líderes de direitos civis, defensores do direito ao voto e membros do Partido Democrata celebraram o mapa como uma aplicação vital e há muito esperada da lei federal. Grupos que apoiam Figures destacaram o mandato constitucional de impedir a diluição de votos, argumentando que a criação do distrito simplesmente corrige décadas de mapeamentos discriminatórios destinados a silenciar segmentos significativos da população. Eles sustentam que a verdadeira legitimidade democrática exige que as delegações parlamentares reflitam a diversidade racial e ideológica dos estados que representam.

## What we don't know yet

Várias variáveis críticas permanecem em aberto à medida que a disputa avança. As reportagens disponíveis não detalham os números completos de arrecadação de fundos ou o total de gastos de campanha de Figures ou Marques, cifras que ditarão substancialmente a mobilização de eleitores e o alcance da propaganda televisiva nos mercados de mídia de Montgomery e Mobile. Além disso, dados específicos de pesquisas de opinião locais nos condados redesenhados continuam escassos, deixando em aberto a questão de quão profundamente a mensagem conservadora de Marques ressoa entre os eleitores rurais não alinhados no Black Belt.

Outra lacuna significativa envolve o impacto potencial das regras administrativas locais de votação. O Alabama não possui a votação antecipada tradicional sem necessidade de justificativa, dependendo, em vez disso, de procedimentos rigorosos de voto por correspondência e da exigência obrigatória de documento de identificação com foto. A cobertura não fornece dados quantitativos sobre como esses obstáculos administrativos podem afetar o comparecimento entre as populações de baixa renda e rurais no Distrito 2 em comparação com ciclos anteriores de eleições gerais e de meio de mandato.

## What to watch

Nos próximos meses, observadores deverão acompanhar parâmetros-chave para avaliar a trajetória dessa disputa e suas implicações jurídicas. As declarações de financiamento de campanha enviadas à Federal Election Commission (FEC) revelarão se os comitês partidários nacionais e comitês de ação política independentes (PACs) estão investindo pesado no Distrito 2 como uma oportunidade prioritária de defesa ou de conquista de cadeira. Volumes elevados de gastos externos normalmente sinalizam que pesquisas internas indicam uma margem altamente competitiva.

As métricas de comparecimento nos condados de Montgomery e Mobile, somadas à participação rural nos condados de Bullock, Dallas, Lowndes e Macon, servirão como indicadores decisivos. Observadores também devem ficar atentos a eventuais litígios que visem às listas de registro de eleitores, ao processamento de votos por correspondência ou à administração de locais de votação antes do dia da eleição. Por fim, analistas jurídicos acompanharão se fundações jurídicas conservadoras moverão novos questionamentos legais contra o mapa ordenado pelo tribunal, potencialmente buscando levar a questão das considerações raciais no redistritamento legislativo novamente perante a Supreme Court.

A apuração deste relato baseia-se na cobertura política in loco e no jornalismo em vídeo produzidos por Jem Talbot, Tom Silverstone, Ivan Kuraev, Katie Lamborn e Oliver Laughland para o The Guardian.

Fonte: Jem Talbot; Tom Silverstone; Ivan Kuraev; Katie Lamborn; Oliver Laughland

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