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EUA e Japão fecham acordo para fabricar mísseis ar-ar avançados no Japão

O pacto bilateral para coproduzir interceptadores de médio alcance visa aliviar a pressão sobre os estoques de armas norte-americanos em meio às crescentes tensões de segurança no Leste Asiático.

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EUA e Japão fecham acordo para fabricar mísseis ar-ar avançados no Japão

O pacto bilateral para coproduzir interceptadores de médio alcance visa aliviar a pressão sobre os estoques de armas norte-americanos em meio às crescentes tensões de segurança no Leste Asiático.

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Este artigo foi traduzido automaticamente pela IA da nossa redação a partir do original em inglês. Ler em inglês

CEBU, Filipinas — Os Estados Unidos e o Japão chegaram a um acordo para construir uma unidade de produção no Japão dedicada à fabricação de mísseis ar-ar avançados de médio alcance, anunciou o chefe da defesa do Japão no final da quarta-feira. Divulgado durante negociações de defesa na província central filipina de Cebu, o acordo de cooperação industrial marca uma expansão significativa da integração militar-industrial entre Washington e Tóquio, formalizando planos para coproduzir munições sofisticadas fora das fronteiras americanas a fim de enfrentar a escassez de estoques e fortalecer a dissuasão regional.

## Principais fatos

- A liderança da defesa japonesa confirmou o pacto bilateral para instalar uma linha de montagem nacional de mísseis ar-ar avançados de médio alcance, comumente conhecidos nas forças armadas ocidentais como AMRAAMs. - O anúncio foi feito em Cebu, Filipinas, onde autoridades de alto escalão da defesa se reuniram para consultas de segurança regional. - A iniciativa baseia-se em estruturas bilaterais de alto nível inauguradas no âmbito dos grupos de trabalho da U.S.-Japan Defense Industrial Cooperation, Acquisition and Sustainment (DICAS), estabelecidos em 2024. - A coprodução ocorrerá dentro do território japonês, aproveitando a infraestrutura industrial nacional para abastecer os estoques aliados no Indo-Pacífico. - A decisão ocorre em meio a preocupações contínuas dos aliados com a atividade militar chinesa no entorno de Taiwan e nos mares do Leste e do Sul da China, além das persistentes pressões globais sobre as linhas de produção de armas americanas.

## O que aconteceu

Em declarações a repórteres no final da quarta-feira após discussões de defesa em Cebu, o ministro da Defesa do Japão confirmou que Tóquio e Washington acertaram os termos para construir uma fábrica nacional dedicada a mísseis ar-ar avançados de médio alcance, de acordo com informações da Associated Press. Embora as discussões bilaterais sobre codesenvolvimento e coprodução tenham circulado em fóruns técnicos por mais de um ano, o anúncio em Cebu representa um compromisso formal para estabelecer a fabricação de interceptadores aéreos de linha de frente em solo japonês.

Pelo acordo, fornecedores industriais no Japão trabalharão em conjunto com empresas de defesa americanas para montar interceptadores aéreos de médio alcance, uma classe de munição que forma a espinha dorsal da doutrina de superioridade aérea tanto da U.S. Air Force quanto da Japan Air Self-Defense Force. Os mísseis são equipamentos padrão em diversas frotas de caças aliados, incluindo as plataformas de quarta geração F-15J e F-16, bem como os caças furtivos de quinta geração F-35 operados por ambos os países.

As discussões ocorreram à margem de reuniões de defesa mais amplas nas Filipinas, uma localização que, por si só, destaca a expansão da rede de acordos multilaterais de segurança ao longo da Primeira Cadeia de Ilhas. Embora as autoridades de defesa japonesas não tenham divulgado publicamente o local industrial específico escolhido para a linha de montagem ou o investimento de capital inicial alocado para a construção, elas afirmaram que ambos os governos estão alinhados sobre a necessidade estratégica de avançar com o fluxo conjunto de fabricação.

## Por que isso importa

O acordo para fabricar mísseis ar-ar de médio alcance no Japão traz consequências operacionais e industriais de longo alcance para a postura militar aliada no Leste Asiático. O combate aéreo moderno depende da capacidade de mísseis além do alcance visual (beyond-visual-range); um adversário incapaz de igualar o alcance, a orientação por radar e o volume do estoque de interceptadores de um oponente enfrenta desvantagens táticas paralisantes em qualquer espaço aéreo contestado. Ao estabelecer um polo de produção sob licença do outro lado do Pacífico, a aliança cria uma base de produção avançada e resiliente, capaz de sustentar alas aéreas sem depender exclusivamente de comboios de reabastecimento marítimo originários da América do Norte durante uma crise de alta intensidade.

Para os Estados Unidos, o pacto traz alívio a uma base industrial de defesa doméstica severamente sobrecarregada. Envios prolongados de armas para a Ucrânia, iniciativas de reabastecimento no Oriente Médio e crescentes atrasos nas aquisições para parceiros de vendas militares externas levaram as linhas de produção americanas ao limite. Gargalos no fornecimento de motores de foguete de combustível sólido, escassez de componentes e espaço limitado no chão de fábrica limitaram as taxas de produção anual de mísseis abaixo dos níveis que os planejadores de defesa estimam que seriam consumidos nas primeiras semanas de um conflito entre grandes potências no Pacífico Ocidental.

Para o Japão, a medida consolida a transição de Tóquio de um importador de equipamentos estritamente defensivos para um coprodutor ativo de sistemas militares ocidentais de ponta. Ela integra as empresas japonesas de engenharia pesada de forma mais profunda à cadeia global de suprimentos de defesa, fortalecendo a capacitação nacional em engenharia aeroespacial e garantindo que as Forças de Autodefesa do Japão tenham acesso direto e localizado a munições essenciais, sem enfrentar longas filas de aquisição determinadas por atrasos no licenciamento de exportações dos EUA.

## Contexto

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a política de aquisições de defesa do Japão foi limitada por sua constituição pacifista e por rigorosas proibições autoimpostas à exportação de armas e equipamentos militares. Adotados em 1967 e endurecidos em 1976, os Três Princípios sobre Exportação de Armas (Three Principles on Arms Exports) efetivamente proibiam as empresas industriais japonesas de vender armas ou desenvolver em conjunto material de defesa com parceiros estrangeiros, com exceções pontuais abertas para a cooperação com os Estados Unidos em defesa antimísseis balísticos a partir do início dos anos 2000.

Essa postura começou a mudar substancialmente em 2014, sob o então primeiro-ministro Shinzo Abe, que substituiu a proibição geral pelos Três Princípios sobre Transferência de Equipamentos e Tecnologia de Defesa (Three Principles on Transfer of Defense Equipment and Technology). Em dezembro de 2022, Tóquio acelerou esse realinhamento ao divulgar uma histórica National Security Strategy, que comprometeu o Japão a dobrar seus gastos com defesa para cerca de 2% do Produto Interno Bruto até 2027 e adquirir capacidades de contra-ataque. Novas revisões no final de 2023 permitiram que o Japão exportasse produtos de defesa acabados — incluindo interceptadores de mísseis terra-ar Patriot sob licença — de volta aos países licenciadores, como os Estados Unidos.

Em abril de 2024, durante uma visita de Estado da liderança japonesa a Washington, ambos os países anunciaram formalmente a criação do fórum Defense Industrial Cooperation, Acquisition and Sustainment (DICAS). Liderado pelo setor de aquisições do Pentágono e pela Acquisition, Technology and Logistics Agency (ATLA) do Japão, o DICAS foi especificamente encarregado de identificar sistemas de armas adequados para produção conjunta, priorizando mísseis ar-ar, manutenção de navios de guerra e sustentação de motores de aeronaves. O anúncio em Cebu marca a concretização operacional desses mecanismos administrativos.

Simultaneamente, as condições de segurança no Leste Asiático tornaram-se cada vez mais voláteis. Pequim expandiu as patrulhas marítimas em torno das Ilhas Senkaku, administradas pelo Japão e reivindicadas pela China como Diaoyu, e intensificou exercícios navais e aéreos ao redor de Taiwan. O rápido comissionamento chinês de caças avançados de quarta e quinta gerações, como o J-16 e o J-20 equipados com mísseis de longo alcance PL-15, colocou uma pressão crescente sobre as alas aéreas aliadas para manter a paridade em capacidade de mísseis e profundidade de inventário.

## Reações

Embora comunicados diplomáticos formais de capitais vizinhas não tivessem sido emitidos no momento em que as declarações em Cebu foram feitas, espera-se que o anúncio gere forte reação de Pequim. Porta-vozes dos ministérios das Relações Exteriores e da Defesa da China têm condenado rotineiramente a integração de segurança entre EUA e Japão como uma tentativa de construir uma "OTAN asiática" destinada a cercar e conter a China, apresentando historicamente protestos diplomáticos formais sempre que Tóquio flexibiliza suas restrições à transferência de armas ou aprofunda a cooperação militar-industrial com Washington.

No âmbito doméstico, a decisão alinha-se a um amplo consenso político dentro da coalizão governista do Japão, que tem priorizado a modernização militar e a resiliência industrial. No entanto, parlamentares da oposição e organizações da sociedade civil no Japão têm tradicionalmente examinado com rigor qualquer expansão da fabricação militar sob licença, levantando preocupações sobre transparência, o potencial de transferências secundárias para terceiros países envolvidos em conflitos ativos e a fidelidade constitucional ao Artigo 9.

Em Washington, comitês de defesa em todo o Capitol Hill apoiam amplamente as iniciativas de coprodução com aliados. Parlamentares de ambos os partidos têm pressionado persistentemente o Departamento de Defesa a expandir acordos de comontagem com aliados de tratados — incluindo a Austrália sob a chancela do AUKUS e a Coreia do Sul — para diversificar a base industrial de defesa e reduzir as vulnerabilidades de ponto único de falha inerentes às instalações de fabricação nacionais.

## O que ainda não se sabe

Vários parâmetros operacionais e técnicos permanecem indefinidos após as declarações iniciais em Cebu. O chefe da defesa japonesa não especificou qual empresa aeroespacial nacional supervisionará a instalação, embora empreiteiras de defesa como a Mitsubishi Heavy Industries tenham historicamente atuado como as principais produtoras licenciadas de sistemas aeroespaciais projetados nos EUA no Japão.

Além disso, o cronograma exato para o início das obras, a produção inicial em baixa cadência e a capacidade operacional plena não foi divulgado. Estabelecer uma linha avançada de produção de mísseis exige certificação rigorosa das instalações, salas limpas, licenciamento para manuseio de explosivos e cadeias de suprimentos seguras para microeletrônica restrita e propelentes de foguetes. Permanece incerto qual proporção dos componentes dos mísseis será fabricada localmente no Japão em comparação com os importados na forma de kits de montagem de contratantes principais dos EUA, como a RTX Corporation. Por fim, ainda falta detalhar se os mísseis que saírem da linha de produção japonesa serão reservados exclusivamente para a Japan Air Self-Defense Force ou integrados diretamente aos estoques regionais dos EUA.

## O que observar

A trajetória do projeto dependerá de vários marcos administrativos e diplomáticos futuros. Observadores acompanharão os pedidos formais de orçamento do Ministério da Defesa do Japão em seu próximo ciclo fiscal, que detalharão as despesas específicas com a construção das instalações, aquisição de ferramental e royalties de transferência de tecnologia. Em Washington, o Departamento de Estado e a Defense Security Cooperation Agency deverão conduzir os trâmites de autorizações regulatórias formais, incluindo isenções do International Traffic in Arms Regulations (ITAR) e notificações ao Congresso necessárias para a produção licenciada no exterior de munições críticas.

A atenção também se voltará para as sessões ministeriais subsequentes do DICAS, onde se espera que os grupos de trabalho finalizem os acordos de licenciamento e definam a governança da cadeia de suprimentos. Observadores monitorarão quaisquer compromissos industriais recíprocos, incluindo se o Japão garantirá contratos de manutenção de longo prazo para embarcações navais americanas desdobradas na região ou pesquisas colaborativas sobre motores de foguete compostos de última geração. Por fim, indicadores de resposta regional, incluindo declarações formais do Ministério da Defesa Nacional da China e possíveis ajustes na postura aérea chinesa em torno do arquipélago Ryukyu, sinalizarão o atrito geopolítico gerado pela iniciativa.

Esta reportagem foi baseada em informações da Associated Press.

Fonte: JIM GOMEZ and JOEAL CALUPITAN, Associated Press

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