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Bloco de segurança asiático CICA busca transformar diálogo diplomático em ação prática

Estados-membros da Conferência sobre Medidas de Interação e Construção de Confiança na Ásia reuniram-se para avançar na segurança regional, no comércio e na evolução institucional do órgão.

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Bloco de segurança asiático CICA busca transformar diálogo diplomático em ação prática

Estados-membros da Conferência sobre Medidas de Interação e Construção de Confiança na Ásia reuniram-se para avançar na segurança regional, no comércio e na evolução institucional do órgão.

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Este artigo foi traduzido automaticamente pela IA da nossa redação a partir do original em inglês. Ler em inglês

Bloco de segurança asiático CICA busca transformar diálogo diplomático em ação prática

Países membros da Conferência sobre Medidas de Interação e Construção de Confiança na Ásia reuniram-se esta semana para avaliar prioridades comuns de segurança, expandir a cooperação econômica transfronteiriça e avançar na transição institucional há muito planejada do grupo, que deixará de ser um fórum consultivo para se tornar uma organização internacional plenamente funcional, segundo reportagem da Euronews. Reunidos em meio ao acirramento das rivalidades geopolíticas em toda a Eurásia, os delegados concentraram-se em traduzir décadas de diálogo voluntário de construção de confiança em mecanismos operacionais estruturados e vinculativos, capazes de gerenciar atritos regionais, vulnerabilidades climáticas e conectividade comercial no continente mais populoso do mundo.

## Principais fatos

- A Conferência sobre Medidas de Interação e Construção de Confiança na Ásia (CICA) é composta por 28 estados-membros que abrangem cerca de 90% da massa territorial da Eurásia. - O fórum foi originalmente proposto na 47ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em outubro de 1992. - Os governos membros vêm implementando um plano de ação em etapas, iniciado na Cúpula de Astana de 2022, para transformar o fórum em uma organização regional de pleno direito. - As discussões se concentraram em converter medidas existentes de construção de confiança nas dimensões militar, econômica e ambiental em diretrizes políticas aplicáveis. - O bloco opera por consenso, reunindo concorrentes geopolíticos como Índia e Paquistão, além de China, Rússia e repúblicas da Ásia Central.

## O que aconteceu

Delegados de estados-membros de toda a Ásia reuniram-se para avaliar a agenda diplomática da CICA e determinar o ritmo de sua contínua reformulação institucional, segundo reportagem da Euronews. As sessões concentraram-se em diminuir a distância entre as declarações de comunicados diplomáticos de alto escalão e a realidade prática da execução de políticas em campo. Os representantes examinaram iniciativas operacionais em cinco dimensões centrais: cooperação econômica, gestão ambiental, iniciativas da dimensão humana, desafios emergentes de segurança e construção de confiança político-militar.

Durante as sessões de trabalho, as delegações participantes debateram a melhor forma de modernizar o aparato operacional do fórum. Criado como uma plataforma voluntária desenhada para promover a comunicação em vez de impor mandatos, o agrupamento enfrentou reiteradas vezes gargalos administrativos ao tentar responder a crises regionais rápidas. As delegações avaliaram mecanismos para acelerar a implementação de projetos de facilitação do comércio, harmonizar protocolos aduaneiros em rotas de trânsito terrestre e estabelecer comitês de coordenação permanentes dedicados a ameaças não tradicionais à segurança, como crimes cibernéticos, escassez transfronteiriça de água e desastres climáticos.

As discussões também abordaram a governança procedimental interna, especificamente o modelo de tomada de decisões por consenso que rege o órgão. Embora o consenso resguarde os interesses soberanos de participantes diversos, historicamente ele desacelerou a redação de resoluções conjuntas e limitou intervenções institucionais decisivas durante disputas regionais. Grupos de trabalho analisaram minutas de propostas estruturais destinadas a fortalecer os poderes executivos do Secretariado da CICA, sediado em Astana, no Cazaquistão, mantendo ao mesmo tempo o princípio fundamental de que nenhuma medida pode ser imposta sem aprovação unânime.

## Por que isso importa

A Ásia carece de uma arquitetura de segurança única e abrangente comparável à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) ou às estruturas de tratados coletivos estabelecidas na Europa pós-guerra. Como resultado, a região depende de uma sobreposição de tratados bilaterais, pactos sub-regionais como a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e acordos de segurança como a Organização de Cooperação de Xangai (SCO). A CICA representa a única plataforma pan-asiática que reúne praticamente todas as principais potências eurasianas sob o mesmo teto, proporcionando um espaço raro onde adversários estratégicos se sentam à mesma mesa de negociações.

Para os mercados globais e o comércio internacional, a viabilidade operacional deste fórum traz consequências diretas. A Eurásia abriga estreitos marítimos vitais e artérias de transporte terrestre — incluindo a Rota Internacional de Transporte Trans-Caspiana, ou Middle Corridor — que sustentam remessas globais de energia e cadeias de suprimento de bens de consumo entre a Europa e o Leste Asiático. Se a CICA conseguir implementar com sucesso medidas práticas de construção de confiança em postos alfandegários, fronteiras regulatórias e centros logísticos, poderá reduzir os custos sistêmicos do financiamento comercial e os riscos de trânsito na Ásia Central, no Sul da Ásia e no Oriente Médio.

Além disso, o esforço para transitar de um diálogo passivo para uma cooperação funcional testa se a diplomacia multipolar pode sobreviver em uma era de intensa fragmentação. Para os cidadãos e empresas que operam na Eurásia, ameaças não tradicionais à segurança, como a gestão compartilhada de bacias hidrográficas, tempestades de poeira transfronteiriças e respostas a crises sísmicas, exigem uma intervenção estatal coordenada. Se a organização não conseguir estabelecer mecanismos de trabalho funcionais para esses desafios comuns, os estados-membros recorrerão de forma crescente a ações unilaterais, elevando o risco de disputas localizadas por água, energia e demarcações territoriais.

## Contexto

As origens da CICA remontam a 5 de outubro de 1992, quando o primeiro presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, propôs formalmente a criação de uma plataforma pan-asiática de segurança durante um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas. Na época, a dissolução da União Soviética havia deixado a Ásia Central e regiões adjacentes vulneráveis à instabilidade política, a conflitos civis e a dinâmicas de mudança no equilíbrio de poder. Inspirada em parte pelo Ato Final de Helsinque de 1975, que estabilizou a Europa durante a Guerra Fria por meio de medidas graduais de fortalecimento da confiança, a iniciativa asiática buscou viabilizar um diálogo previsível entre Estados com sistemas políticos fundamentalmente divergentes.

O progresso nos primeiros anos ocorreu de maneira ponderada e cautelosa. Foram necessários quase sete anos para que as nações participantes concordassem sobre os princípios fundamentais constitutivos, o que culminou na aprovação da Declaration on the Principles Guiding Relations between the CICA Member States na primeira reunião ministerial em Almaty, em setembro de 1999. Em junho de 2002, a Cúpula inaugural da CICA reuniu chefes de Estado e de governo para assinar o Almaty Act, que instituiu a carta permanente do órgão. O documento codificou o respeito à soberania estatal, a integridade territorial, a resolução pacífica de controvérsias e a não ingerência em assuntos internos como princípios orientadores inegociáveis.

Ao longo das duas décadas seguintes, a CICA expandiu seu quadro de membros para incluir 28 estados soberanos cobrindo o Leste Asiático, Sudeste Asiático, Sul da Ásia, Ásia Central e Oriente Médio, além de outros nove países e cinco órgãos multinacionais que atuam como observadores. No entanto, a ampla extensão geográfica da organização — que vai do Mar Mediterrâneo ao Oceano Pacífico — também introduziu divisões geopolíticas agudas. Entre os seus estados-membros figuram Índia e Paquistão, China e Vietnã, além de Irã, Israel e Turquia. A gestão das relações entre atores tão divergentes exigiu um equilíbrio diplomático extraordinariamente delicado.

Um momento decisivo ocorreu durante a Sexta Cúpula da CICA, realizada em Astana em outubro de 2022, marcando o 30º aniversário do fórum. Os estados-membros aprovaram formalmente a Astana Statement on the Transformation of CICA, iniciando o processo oficial para promover o agrupamento ao status de organização regional internacional de pleno direito. Essa decisão deu início a reformas jurídicas, institucionais e administrativas em andamento com o objetivo de conferir ao Secretariado maior autoridade executiva, estabelecer conselhos funcionais permanentes e ampliar a voz coletiva da Ásia em fóruns multilaterais mais amplos.

## Reações

As delegações oficiais dos governos têm mantido uma postura pública disciplinada, enfatizando a necessidade de preservar o consenso ao mesmo tempo em que defendem modernizações institucionais contínuas. Governos da Ásia Central, em particular o Cazaquistão — anfitrião fundador e histórico esteio administrativo do secretariado —, têm defendido de forma constante a agenda de transformação. Diplomatas regionais ressaltaram em fóruns multilaterais que as economias sem acesso ao mar da Eurásia necessitam de segurança institucionalizada e canais de comércio desobstruídos para evitar o risco de se tornarem corredores econômicos isolados entre potências globais rivais.

Analistas externos e observadores internacionais de segurança, contudo, demonstraram expectativas cautelosas em relação à rapidez com que o bloco poderá converter discursos em programas operacionais obrigatórios. Observadores diplomáticos ocidentais historicamente encaram a CICA com certa reserva, apontando que a dependência do consenso absoluto frequentemente limita as declarações de cúpula a generalidades amplas e sem efeito vinculativo. Centros de estudos regionais independentes destacam com frequência que, com membros mantendo posturas de segurança frontalmente opostas sobre pontos críticos centrais — como a fronteira indo-paquistanesa, o Mar do Sul da China e os conflitos no Oriente Médio —, qualquer tentativa de introduzir mecanismos obrigatórios de verificação militar ou arbitragens coletivas de disputas enfrenta imediata resistência de governos que buscam resguardar sua autonomia soberana.

## O que ainda não sabemos

Embora a Euronews tenha noticiado o mandato geral conferido aos estados-membros para debater segurança regional e fortalecimento institucional, detalhes operacionais decisivos permanecem não divulgados. As informações publicadas não incluem o texto preliminar exato em consideração para o estatuto institucional da CICA, tampouco especificam o cronograma previsto para concluir a conversão formal em organização internacional. O custo financeiro dessa transição burocrática e a forma como o orçamento organizacional expandido será rateado entre as contribuições dos estados-membros também não foram revelados.

De modo crucial, as informações disponíveis deixam em aberto como os estados-membros pretendem conciliar a exigência de consenso com a ambição manifesta de implementar "ações práticas". Não está claro até o momento se o marco de reformas introduzirá a votação por maioria qualificada para protocolos administrativos ou humanitários, ou se todas as decisões de mérito permanecerão sujeitas a vetos individuais. Além disso, o grau de alinhamento de grandes potências como China, Índia e Rússia em relação a medidas concretas de integração econômica e de trânsito dentro da CICA — em oposição à priorização de instituições rivais como a SCO ou de acordos bilaterais — segue como uma dinâmica incerta que ditará de forma direta a influência futura do fórum.

## O que observar

Os indicadores mais imediatos de progresso deverão surgir das próximas reuniões do comitê de altos funcionários e dos encontros ministeriais, nos quais os grupos de trabalho têm reuniões programadas para negociar emendas técnicas à estrutura jurídica da CICA. Analistas acompanharão de perto se os governos membros conseguirão alcançar um acordo formal sobre a carta organizacional antes da próxima cúpula de chefes de Estado. A ratificação dessa carta pelos parlamentos nacionais fornecerá o teste decisivo sobre o nível de comprometimento dos governos com o status jurídico elevado do grupo.

Para além dos procedimentos institucionais, observadores devem monitorar se a CICA conseguirá estabelecer mecanismos transfronteiriços tangíveis em áreas menos controversas antes de tentar intervenções mais amplas no campo da segurança. O lançamento de iniciativas conjuntas concretas — como manifestos digitais unificados de trânsito para ferrovias eurasianas, forças-tarefa transfronteiriças de resposta a desastres ou protocolos técnicos padronizados para a gestão regional de recursos hídricos — servirá como a principal evidência de se a organização está, de fato, deixando o diálogo retórico de confiança mútua em direção a uma governança multilateral eficaz.

Este relatório é baseado na cobertura original da Euronews.

Fonte: euronews.com

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