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Modernismo de Tashkent ganha reconhecimento global com a inclusão de dez marcos na lista da UNESCO

Dez marcos da arquitetura modernista pós-terremoto na capital uzbeque foram incluídos em um sítio do Patrimônio Mundial da UNESCO, consolidando seu lugar no patrimônio global.

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Modernismo de Tashkent ganha reconhecimento global com a inclusão de dez marcos na lista da UNESCO

Dez marcos da arquitetura modernista pós-terremoto na capital uzbeque foram incluídos em um sítio do Patrimônio Mundial da UNESCO, consolidando seu lugar no patrimônio global.

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Este artigo foi traduzido automaticamente pela IA da nossa redação a partir do original em inglês. Ler em inglês

Modernismo de Tashkent ganha reconhecimento global com a inclusão de dez marcos na lista da UNESCO

TASHKENT — Dez estruturas modernistas emblemáticas na capital do Uzbequistão foram incorporadas a um sítio do Patrimônio Mundial da UNESCO, marcando um passo histórico na preservação do patrimônio arquitetônico do século XX na Ásia Central. Os monumentos designados refletem uma era em que arquitetos sintetizaram o modernismo internacional com motivos decorativos regionais, materiais tradicionais e estratégias de resfriamento passivo adaptadas aos extremos continentais da estepe. Segundo reportagem de Rushanabonu Aliakbarova, a inclusão ancora a identidade urbana de Tashkent em seu ambiente construído do pós-guerra, reconhecendo formalmente o significado cultural global de um movimento arquitetônico que surgiu da recuperação pós-desastre e da reinvenção cultural.

## Principais fatos

- Dez marcos modernistas em Tashkent foram oficialmente incorporados à designação de um sítio do Patrimônio Mundial da UNESCO. - Os edifícios reconhecidos apresentam uma mistura singular de conceitos modernistas internacionais e padrões ornamentais da Ásia Central, incluindo azulejaria cerâmica tradicional e quebra-sóis geométricos. - Os projetos estruturais enfatizam o controle climático passivo, utilizando sombreamento profundo, corredores de ventilação especializados e materiais de construção locais adaptados a verões quentes e áridos. - A iniciativa de preservação é fruto de anos de mobilização na Ásia Central para proteger estruturas modernistas da era soviética contra demolições e reincorporações comerciais. - Os edifícios designados traçam sua linhagem predominantemente no esforço de reconstrução que reergueu Tashkent após um terremoto catastrófico em 1966.

## O que aconteceu

A longa campanha do Uzbequistão para garantir proteção internacional para seu tecido urbano de meados do século culminou na inclusão formal de dez marcos arquitetônicos modernistas em um sítio do Patrimônio Mundial da UNESCO, conforme informado por Rushanabonu Aliakbarova. A decisão valida um inventário de edifícios públicos e espaços cívicos que definiram Tashkent durante a segunda metade do século XX.

O conjunto avaliado destaca uma escola específica de projeto arquitetônico que floresceu em Tashkent entre as décadas de 1960 e 1980. Em vez de replicar a tipologia padronizada de concreto pré-moldado comum em outros centros urbanos da época, os arquitetos atuantes em Tashkent adaptaram técnicas modernistas às condições locais. Engenheiros estruturais e projetistas integraram elementos tradicionais da Ásia Central, como as *panjara* — treliças geométricas vazadas —, além de relevos cerâmicos personalizados, mosaicos vitrificados e revestimentos em pedra local.

De modo crucial, a arquitetura respondeu ao clima exigente da Ásia Central, onde as temperaturas de verão rotineiramente superam 40 graus Celsius. As dez estruturas incluídas na designação da UNESCO apresentam mecanismos integrados de resfriamento passivo, fachadas de pele dupla, quebra-sóis (brise-soleil) e estratégias de orientação solar que canalizavam correntes naturais de ar. O tombamento formal reconhece essas conquistas técnicas e artísticas, estabelecendo padrões internacionais rigorosos de conservação para propriedades que antes enfrentavam ameaças de expansão urbana predatória e especulação imobiliária.

## Por que isso importa

Por décadas, a arquitetura modernista de meados ao fim do século XX no espaço pós-soviético ocupou um status jurídico e cultural precário. Frequentemente descartados como relíquias da centralização soviética ou submetidos a reformas comerciais agressivas, edifícios cívicos importantes foram demolidos, despojados de fachadas características ou revestidos com painéis compostos de alumínio de baixo custo. A elevação de dez propriedades de Tashkent ao status de Patrimônio Mundial da UNESCO altera fundamentalmente essa trajetória para a Ásia Central, estabelecendo um precedente aplicável de que estruturas cívicas do século XX possuem valor universal excepcional em pé de igualdade com madraças medievais e fortalezas da Rota da Seda.

A decisão também traz implicações imediatas para o planejamento urbano municipal no Uzbequistão. Cidades de toda a Ásia Central, incluindo Tashkent, Almaty e Bishkek, passaram por rápidos booms imobiliários, impulsionados por investimentos privados e esquemas municipais de privatização. Somente em Tashkent, o rápido desenvolvimento nos últimos anos exerceu imensa pressão sobre áreas públicas e bairros históricos. A inscrição na UNESCO vincula as autoridades nacionais à Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, obrigando agências nacionais e municipais a criarem zonas de amortecimento, impedirem alterações estruturais descaracterizadoras e apresentarem relatórios periódicos de monitoramento do estado de conservação.

Além do planejamento urbano, a designação oferece um impulso ao turismo cultural. Historicamente, a estratégia turística do Uzbequistão se apoiou em destinos antigos e medievais da Rota da Seda, predominantemente Samarcanda, Bucara e Khiva. A incorporação da paisagem modernista de Tashkent a um corredor de patrimônio reconhecido internacionalmente redefine a capital, transformando-a de um mero entreposto de trânsito em um destino primordial para entusiastas da arquitetura moderna, história cultural e desenho urbano.

## Contexto

Para compreender o significado da paisagem modernista de Tashkent, é necessário traçar a transformação da cidade após 26 de abril de 1966. Às 5h23 daquela manhã, um terremoto de magnitude 5,2 atingiu diretamente o subsolo do centro de Tashkent. Embora o número oficial de mortes tenha sido relativamente baixo devido ao foco raso e à onda de choque vertical, os tremores dizimaram o parque habitacional tradicional de tijolos de adobe da cidade. Mais de 300.000 moradores ficaram desabrigados em questão de segundos, e cerca de dois milhões de metros quadrados de áreas residenciais e públicas foram destruídos.

O desastre transformou Tashkent no centro de uma ampla campanha de reconstrução. Arquitetos, engenheiros, artesãos e brigadas de construção de todas as repúblicas da União Soviética convergiram para a capital uzbeque. Em vez de meramente restaurar o traçado preexistente, os planejadores aproveitaram a oportunidade para erguer uma metrópole socialista modelo que servisse de vitrine diplomática e cultural para as nações não alinhadas da Ásia, África e Oriente Médio.

Durante esse intenso programa de reconstrução, arquitetos uzbeques locais colaboraram com urbanistas de Moscou, Leningrado e outros institutos de projeto. Entre os resultados mais marcantes estiveram complexas estruturas públicas que uniram formas monumentais de concreto a tradições artesanais locais. Os edifícios foram projetados para resistir a tremores sísmicos de até magnitude 9,0 na escala MSK-64. Tradições decorativas enraizadas na arte geométrica islâmica ganharam nova vida em quebra-sóis de concreto e mosaicos monumentais que adornavam fachadas de salas de concerto, centros de administração estatal, câmpus universitários e terminais de transporte, incluindo o Metrô de Tashkent, que inaugurou sua primeira linha em 1977.

Nos últimos anos, fundações culturais nacionais e internacionais, incluindo a Fundação de Desenvolvimento da Arte e Cultura do Uzbequistão, organizaram projetos sistemáticos de documentação, como a iniciativa "Tashkent Modernism XX/XXI". Esses esforços buscaram catalogar, pesquisar e preservar edifícios modernistas por toda a metrópole, promovendo conferências acadêmicas, publicando mapas arquitetônicos e redigindo os dossiês de conservação exigidos pelo Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO.

## Repercussão

Embora comunicados diplomáticos oficiais e declarações de preservação diretamente voltadas à reportagem recém-publicada ainda não tenham sido divulgados na íntegra, a inclusão dos marcos reflete anos de mobilização coordenada de historiadores da arquitetura, conservadores e órgãos nacionais de patrimônio. Fóruns arquitetônicos especializados e organizações de patrimônio, incluindo o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) e o Docomomo International, há muito realizam campanhas pela proteção sistemática do modernismo da Ásia Central, apontando frequentemente Tashkent como um dos principais conjuntos intactos de arquitetura cívica do pós-guerra no mundo.

Dentro do Uzbequistão, espera-se que especialistas em patrimônio e grupos da sociedade civil dedicados à preservação urbana recebam com entusiasmo o reconhecimento internacional, que fornece respaldo jurídico e institucional contra empreiteiras privadas. Incorporadoras comerciais e consórcios imobiliários atuantes no centro de Tashkent terão agora que se adequar a leis de zoneamento mais rígidas, restrições de zonas de amortecimento e fiscalização ambiental, alterando o equilíbrio de poder entre a renovação urbana comercial e a conservação histórica.

Comentaristas regionais em toda a Ásia Central também acompanham de perto esse desdobramento. Nos vizinhos Cazaquistão e Quirguistão, onde edifícios modernistas como o Palácio da República em Almaty ou os museus históricos em Bishkek sofreram reformas que comprometeram sua integridade arquitetônica original, conservacionistas esperam que a inclusão de Tashkent na lista da UNESCO impulsione políticas nacionais semelhantes de proteção em toda a região.

## O que ainda não sabemos

Apesar da importância do acontecimento, a reportagem inicial deixa detalhes administrativos cruciais em aberto. Mais notavelmente, o relato não informa os nomes exatos de todos os dez marcos individuais selecionados para a inscrição, nem especifica se os edifícios foram incorporados a um sítio serial do Patrimônio Mundial já existente ou inscritos como parte de uma nova designação multicomponente.

Além disso, os limites exatos das zonas de amortecimento de proteção estabelecidas ao redor de cada uma das dez propriedades continuam sem definição pública. A perenidade de qualquer sítio do Patrimônio Mundial depende fortemente da aplicação municipal das zonas de amortecimento, que restringem a altura, a densidade e o estilo arquitetônico das construções privadas adjacentes. Também não está claro como as autoridades nacionais planejam financiar a restauração estrutural e a manutenção necessárias para adequar todas as dez propriedades aos padrões internacionais de conservação, especialmente tendo em vista os materiais especializados exigidos para restaurar cerâmicas sob medida e treliças de concreto desgastadas pelo tempo.

## O que acompanhar

O próximo passo imediato será a publicação formal da documentação de inscrição pela UNESCO e pelo Ministério da Cultura do Uzbequistão, que divulgará o inventário definitivo das dez propriedades, mapas cadastrais completos e planos de gestão vinculativos. Especialistas em patrimônio observarão se ícones proeminentes — como o Hotel Uzbekistan, a cúpula do Bazar Chorsu, o antigo Museu Lenin (atual Museu Estatal de História do Uzbequistão) ou o Palácio das Artes — estão entre o grupo oficialmente protegido.

No âmbito doméstico, analistas devem acompanhar a aplicação legislativa de decretos municipais em Tashkent referentes a moratórias de demolição e proteções de zoneamento ao redor das áreas designadas. Quaisquer licenças de construção pendentes nas adjacências dos complexos modernistas servirão como termômetro de quão rigorosamente os tribunais locais e conselhos de zoneamento farão cumprir as obrigações junto à UNESCO.

Por fim, as próximas sessões do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO merecerão atenção, à medida que o comitê analisar os relatórios iniciais sobre o estado de conservação e decidir se outros conjuntos cívicos modernos na Ásia Central serão considerados para status patrimonial comparável.

Este relato é baseado na reportagem original de Rushanabonu Aliakbarova.

Fonte: Rushanabonu Aliakbarova

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